O dia em que minha casa virou um Coworking


NOS ÚLTIMOS 2 ANOS MINHA CASA VIROU UM COWORKING


Por dois anos (13/03/20 a 13/03/22) tenho tido a oportunidade de estar vivendo a experiência de transformar a minha casa em um Coworking onde eu, e minha família estamos compartilhando espaços, equipamentos e todos os recursos que temos disponíveis.


Graças a Deus, nossas atividades profissionais e acadêmicas, nos permitiram ficar em casa (home-office) durante os períodos mais críticos da pandemia. Por isso, nestes 2 anos, tivemos que fazer vários ajustes em nossas rotinas, aprender e testar novas ferramentas e é claro adequar alguns espaços físicos que nos possibilitaram melhores condições para realizarmos nossas atividades diárias (pessoais e profissionais).


Logo no início, quando nem sabíamos por quanto tempo a quarentena ia durar, conversamos sobre nossas atividades diárias e, alinhamos algumas sinalizações que nos possibilitariam, demostrar, que estamos em uma reunião de trabalho. Isto nos ajudou a reduzir ruídos e, em certos momentos que se faziam necessário, ter privacidade naquele espaço e naquele momento.


Mas, neste período também surgiram algumas coisas que até então não eram percebidas por nós aqui em casa. Como por exemplo a qualidade de nossa internet.


Antes do Covid19 nossa internet nos atendia perfeitamente, pois a demanda era bem menor. Em nosso Coworking algumas vezes, temos até 9 equipamentos (5 Notebooks e 4 celulares) muitas vezes competindo simultaneamente pela banda da internet, o que é claro, reduz muito a qualidade. Por isso, identificamos que neste novo cenário, era necessário rever o aumento da velocidade de nossa internet, pensar em modificar nosso roteador, talvez investir em equipamentos que possibilitem uma melhor disseminação do sinal pelos diversos ambientes de nossa residência - coworking.


Outro ponto curioso, foi quanto aos mobiliários, sendo as cadeiras o item mais sensível. Tínhamos em casa 2 cadeiras de escritório (essas com rodinhas). Até então achávamos que elas eram confortáveis e nos atendiam perfeitamente. E atendiam mesmo, pois ficávamos sentados nelas por 1 ou 2 horas simultâneas no máximo. Nestes últimos tempos, houve dias que ficamos sentados 08, 09 e, algumas vezes 10 horas. Então, percebemos que as cadeiras não eram muito confortáveis e, elas fizeram parte da lista de “novos investimentos”.


No lado pessoal, também experimentamos várias mudanças interessantes.

Já tínhamos o hábito de fazer nossas refeições juntos (normalmente no jantar, que na verdade é um lanche). Mas, como em grande parte do tempo, conseguimos realizar nossas atividades de casa, procuramos estar juntos no café da manhã, almoço, lanche da tarde e última refeição do dia. É o momento em que procuramos desligar um pouco do trabalho e conversar sobre nossas coisas. E, tem sido muito, muito bom este nosso bate papo.


A divisão das atividades do dia a dia da casa, também sofreu alguns ajustes. Antes e agora, mais do que nunca, precisamos atuar de forma colaborativa, haja visto que estando mais tempo em casa, houve um aumento da demanda e, entendemos que nós, precisaríamos dar conta de tudo.


Um dos pontos que não conseguimos nos ajustar muito bem é quanto a termos um horário para nos exercitar juntos. Confesso que este é um desafio que ainda não conseguimos vencer e, sempre temos uma lista de desculpas para isso.


Entendo que transformar nossa casa em Coworking, tem sido um grande aprendizado para toda a nossa família. Estamos tendo a oportunidade de conhecer, com uma maior riqueza de detalhes, as atividades profissionais de cada um e, muitas vezes podemos até dar alguns pitacos com visões distintas que contribuem muito.

Estamos aproveitando o tempo, antes usado nos deslocamentos e, fazendo mais refeições juntos. Conseguindo estudar e aprender coisas que antes eram impensáveis. Assistindo programas de TV juntos e desenvolvendo projetos de forma colaborativa (redesenho do escritório).


Mas, também percebo que, estamos no computador e celular por um período maior do que antes. Inclusive nos finais de semana. A desculpa (ou não) é de que precisamos estar ligados no que está acontecendo. Entendemos que esse é um ponto que precisamos repensar. Quem sabe, conseguimos nos disciplinar para um uso mais consciente do computador e celular.


Concluindo, penso que como em toda a mudança, este momento também está nos trazendo aspectos positivos e, é claro, alguns aspectos que não são tão positivos. Minha estratégia tem sido procurar potencializar os positivos e, o grande desafio é entender como minimizar os demais.


Pensando nisso, percebo que este período está sendo um período de transformação e, acima de tudo, de aprendizado.

  • Transformação e aprendizado, nas relações profissionais, pois foi necessário desenvolver novas competências, habilidades e atitudes.

  • Transformação e aprendizado, nas relações pessoais. Os momentos de “isolamento social” nos possibilitaram conhecer, entender e, em muitos casos, ampliar nossa participação em atividades em família.


Penso que o mundo não será o mesmo, depois do Covid19. Teremos novos hábitos, novos costumes, novos valores, novos desejos.

Com a pandemia, muitos paradigmas foram quebrados, como por exemplo o avanço do home office, escalas alternadas de trabalho (equipes trabalhando fora do horário comercial), educação a distância e, o crescimento exponencial das compras (de quase tudo em empresas de todos os tamanhos) por aplicativos.


Espero que, muitos muros constantes que sustentavam estes paradigmas, não sejam reconstruídos pós Covid19.


E você, como foram os seus últimos 2 anos?

Quais as principais mudanças e aprendizados que você teve?


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🚀 Quem sou eu?

Meu propósito é contribuir na formação de líderes !!

Compartilho o aprendizado e as experiências, vividas durante minha jornada executiva, onde tenho a oportunidade de liderar equipes e projetos, no Brasil e no Exterior.

Sou educador em diversas instituições de ensino e empresas, tanto nos modelos presenciais como à distância, sempre usando metodologias ativas onde compartilho aspectos teóricos e experiências práticas.

Como Mentor de carreira e Conselheiro de LogTechs, tenho o grande prazer em contribuir com o desenvolvimento de pessoas e, o desenvolvimento de seus negócios