7 Tendências da Cadeia de Suprimentos Futuro

25.01.2018


Normalmente recebo diversas mensagens sobre questões relacionadas a logística. Mas, no início de cada ano, uma das questões mais frequentes é sobre as tendências para o ano que se inicia.

 

Confesso, que é um exercício prazeroso, mas não sei o quanto de assertividade tenho tido nas minhas previsões.

 

Sendo assim, gostaria de compartilhar com vocês, algumas das tendências que entendo que serão adotadas por algumas das cadeias de suprimentos que desejarem se destacar como um dos diferencias competitivos da organização.

 

1. Operações responsivas e centradas no cliente

 

As cadeias de suprimentos precisarão responder, de forma rápida e precisa, as expectativas dos clientes.   Para isso, o aprimoramento dos processos de previsão de demanda, a possibilidade de oferecer produtos individualizados, a agilidade no ciclo do pedido (entrada a entrega) e a visibilidade nas informações serão cada vez mais solicitados.

 

2. Informação um ativo valioso

 

A otimização dos fluxos de produtos continuará sendo de grande importância, mas a gestão do fluxo de informações, e o seu uso de forma inteligente, passam a exercer um papel fundamental para as organizações.

  • A colaboração entre todos os elos da cadeia de suprimentos, demandará cada vez mais integração de informações de seus atores. E, o uso destas informações, de forma inteligente possibilitará o desenvolvimento de melhores processos.

  • O compartilhamento de informações e, a integração entre compradores, fornecedores, distribuidores, varejistas e clientes, fazem parte da grade revolução da cadeia de suprimentos.

  • Atenção especial a segurança das informações visando minimizar os riscos de ataques cibernéticos. Neste sentido, o Blockchain (também conhecido como “o protocolo da confiança”) é uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança. 

  • Uso da nuvem permitindo que a informação esteja prontamente disponível para todos. Isto possibilitará maior valor aos processos operacionais em relação à visibilidade de toda a cadeia de suprimentos;

 

3. Internet das coisas (IoT)

 

Estudos apontam que a Internet das Coisas conectará 25 bilhões de dispositivos até 2020. Com certeza, isto irá gerar uma grande transformação nas cadeias de suprimentos e, as empresas, precisarão estar atentas as novas possibilidades e aos novos desafios impostos por esta mudança.

 

Os atores da cadeia de suprimentos, precisarão atualizar seus modelos operacionais considerando a necessidade de reforçar o investimento em transformação digital.

 

 

4. Cadeia de suprimento autônoma

 

Estamos caminhando para o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos cada vez mais autônoma. Esta tendência vem sendo impulsionada pelos avanços tecnológicos que possibilitam a experimentação de novos modelos de operação e gestão. Neste sentido, já podemos observar, algumas iniciativas tais como:

  • Veículos autônomos como o caminhão auto-dirigido da Uber,

  • Entregas por  drone da Amazon;

  • Automação de linhas de montagem e operações de armazéns;

  • Uso de impressoras 3D

 

5. Omnichanel - E-Commerce - Mobilidade urbana – Logística Reversa

 

Estes aspectos estarão cada vez mais interligados. A tendência do varejo de buscar a convergência, de todos os canais utilizados pela empresa (Omnichanel) e, o consumidor não perceberá a diferença entre o mundo online e off-line.

 

Por isso, as operações de entrega dos produtos adquiridos continuará sendo um grande desafio.

Este fato ganha ainda mais importância pois a tendência é de que as vendas sejam cada vez mais fracionadas, aumentarão as restrições de trânsito nos grandes centros urbanos (mobilidade) , os clientes demandarão por entregas  agendadas e existe ainda a questão relacionada aos processos de devoluções e trocas (logística reversa).

 

Visando equacionar estes pontos, já estamos vendo algumas soluções muito interessantes, podendo ser destacada as  de redes de varejo que estão implementando entregas em lockers.

 

 

6. Custo e nível de serviço

 

Mesmo com os avanços tecnológicos, as tendências de digitalização e as possibilidades de uso de inteligência artificial, o binômio custo e nível de serviço continuará sendo um ponto a ser observado.

Por isso, é importante sempre fazer uma análise de quanto sua cadeia de suprimentos custa e quanto ela agrega de valor para o cliente e, para todos os demais atores.

 

 

7. Pessoas

 

Todos os itens mencionados anteriormente, trarão grandes benefícios (e muitos desafios) para as cadeias de suprimentos. Mas, não podemos esquecer que, alguns destes itens, aumentarão a complexidade de gestão, tanto na parte estratégica como na parte operacional.

 

Por isso, é preciso dar ênfase nos processos relacionados a atração, retenção, avaliação, remuneração, capacitação e motivação das equipes que estão direta, ou indiretamente envolvidas nas atividades da cadeia de suprimentos.

 

 

 

Com certeza, deverão surgir muitas outras tendências. Mas, penso que o importante é que nós, profissionais de logística, estejamos sempre buscando informações para nos mantermos atualizados quanto aos avanços tecnológicos, atentos as possibilidades de otimização de processos e cuidados com o desenvolvimento das equipes que deverão suportar as ações para o atendimento destas tendências.

 

 

 

Hélio Meirim é CEO da HRM Logística consultora & treinamento, tendo atuado, por mais de 20 anos, no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness. Coordena a comissão de logística do Conselho Regional de Administração – RJ, é professor, escritor e palestrante.

 

 

 

 

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