Oportunidade de (re)pensar o uso dos modais de transporte


Nesta semana, estamos acompanhando e, sentindo as consequências da paralisação dos caminhoneiros. Penso que trata-se de uma manifestação legítima e, como profissional de logística, entendo suas causas.


Desabastecimento de itens como: combustíveis, alimentos, medicamentos. Paralisação de linhas de produção; Empresas e instituições de ensino interrompendo suas atividades (totais ou parciais); Transporte público reduzido, fazendo com que passageiros se acumulem nas alternativas disponíveis são algumas das situações que estamos presenciando.


Ontem (24/05), no final da noite, governo e representantes dos caminhoneiros, anunciaram acordo para suspender a paralisação.


Li atentamente os pontos do acordo que foram noticiados pela imprensa.

Entendo que eles, são importantes, não só para a categoria dos caminhoneiros, mas também para as empresas de transporte, para a indústria, comércio, centrais de abastecimento, hospitais e é claro, para cada um de nós.


Mas, diante do quadro da predominância do modal rodoviário nas operações de transporte (carga e passageiros), não poderíamos aproveitar este momento para (re)pensar estratégias e ações para entender como usar outros modais?


Infelizmente, até o momento, grande parte das reflexões, discussões, opiniões e conversas tem dado ênfase as medidas corretivas (que são importantes e necessárias) visando solucionar a situação da paralisação do transporte rodoviário.



Hélio Meirim é CEO da HRM Logística Consultoria & Treinamento, tendo atuado, por mais de 20 anos, no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness. Mestre em Administrador é fundador do Clube da Supply Chain, Coordena a comissão de logística do Conselho Regional de Administração – RJ, é professor, escritor e palestrante.






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