6 dicas para uma gestão de transportes eficiente

11.07.2017

 

 

Em momentos desafiadores como os que estamos vivenciando, aspectos logísticos, passam a ser cada vez mais um diferencial competitivo a ser explorado.

 

Questões relacionadas a gestão das operações de transporte, sejam elas relacionadas a suprimentos ou distribuição, ganham grande relevância, pois estas,  impactam diretamente nas margens do negócio (custos de fretes, reentrega, avarias) e,  na qualidade dos serviços (prazos de entrega, agendamento e redução de extravios e avarias).

 

Sabemos o quanto a gestão de transportes é complexa e  desafiadora. Sabemos também,  que  alguns segmentos de mercado possuem demandas e, requisitos específicos, que precisam ser considerados.

 

Por isso, neste artigo, procurei compartilhar algumas dicas práticas que, ao longo de minha carreira vem me auxiliando na busca por uma gestão de transportes mais mais eficiente e eficaz. São elas:

 

1 - Identificação fluxos Inbound e Outbound

Primeiramente, é importante que o gestor separe a gestão das operações de transportes em dois grupos. Os fluxos relativos as operações de compras (inbound) e as operações de vendas (outbound).

 

2 - Principais fluxos inbound

Após esta separação, deveremos identificar as características dos principais fluxos e para isto, sugerimos:

  • Fazer uma curva ABC e identificar principais fornecedores e cidades onde se localizam;

  • Identificar a distância entre fornecedores e sua empresa (Km);

  • Identificar o peso (kg), as dimensões (m3) e a frequência de compras;

  • Identificar o custo (R$) de frete envolvido com estes fornecedores;

  • Identificar se existem outros custos (R$) que são agregados aos custos de fretes (despesas de importação por exemplo)

  • Identificar qual o impacto do custo total do frete (R$) sobre o valor do item comprado

 

3- Principais fluxos outbound

Assim como no item anterior, nossa sugestão é:

  • Fazer uma curva ABC para identificar os principais locais (cidades) de entrega;

  • Identificar a distância (Km) entre os locais de entrega e sua empresa;

  • Identificar o peso (kg), as dimensões (m3) e a frequência de entrega;

  • Identificar o custo (R$) de frete envolvido nas principais operações de entrega;

  • Identificar qual o impacto do custo do frete (R$) sobre o valor do item vendido

 

4 - Seleção e qualificação de transportadores e respectivos modais

Com base nas informações já levantadas avaliar o atual portfólio de prestadores de serviço, verificando se os mesmos atendem  aos requisitos desejados (custo, nível de serviço, requisitos legais).

Pode ser que, seja necessário a realização de um BID para a seleção de novos prestadores de serviço. Neste sentido, vale destacar que , é preciso estruturar um bom processo que suporte o BID.

 

5 - Análise e Negociação

Tendo concluído as etapas anteriores, temos uma visão sobre os principais fluxos, custos e impactos da conta fretes em nosso negócio (compra e venda). Temos também o leque de alternativas (atuais e prospects) de prestadores de serviço que atendem aos requisitos desejados e, preferencialmente especificados no BID.

 

É chegada a hora então de avaliar as tabelas de fretes, a infraestrutura das empresas,  o nível de serviço ofertado, os requisitos legais e todos os aspectos que poderão afetar a qualidade e o custo do serviço desejado. Com base nestas análise inicia-se o processo de negociação, que não deverá ser exclusivamente baseado nas condições tarifárias.

 

6 –Avaliação resultados e Auditoria fretes

O processo de gestão de fretes, somente se encerra quando avaliamos os indicadores de desempenho acordados (SLAs) bem como checamos se os valores negociados estão sendo praticados pelas transportadoras (auditoria de fretes).

 

O processo de avaliação de indicadores de desempenho deve ser bem estruturado, ter metas claras e transparentes e, preferencialmente ser atrelado a remuneração. Vale ainda destacar que reuniões de avaliação devem ser sucedidas de implementação de planos de ação para melhoria dos resultados ainda não alcançados.

 

Neste momento,  também analisamos como os custos de fretes estão se comportando em relação ao negócio (compra e venda).  Esta deve ser uma análise técnica, pois aumento de custo de frete pode ser gerado não só por aumento de tarifa, mas por outras variáveis como deslocamento, mudanças no perfil da carga (peso e volume) entre outros. Vale lembrar que temos disponíveis no mercado alguns softwares de gestão de fretes que auxiliam bastante a realização de cada uma das tarefas acima.

 

 

Hélio Meirim é CEO da HRM Logística consultora & treinamento, tendo atuado, por mais de 20 anos, no Brasil e no exterior, em cargos executivos de empresas nacionais e multinacionais nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness. Coordena a comissão de logística do Conselho Regional de Administração – RJ, é professor, escritor e palestrante.

 

 

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